Pré-vestibular Solidariedade fez uma semana de atividades

Dos dias 18 à 22 de setembro, o pré-vestibular Solidariedade realizou uma semana de recesso, um descanso merecido!

Após dias, semanas e meses na correria do trabalhador/estudante, tiramos uma semana de folga. Só que esse pré-comunitário tá tão sinistro, que a gente decidiu aproveitar essa semana pra fazer várias atividades e curtir o CCS de outra forma.

A semana foi pensada com muito carinho para que todos possam se sentir á vontade e relaxar da maratona de estudos.

No dia 18/09 teve: Apresentação e conversa com os grupos que trabalham no CCS (Centro de Cultura Social);

No dia 19/09: Elaboramos  um logo para o Pré Solidariedade, para fazermos um mural na salinha do pré;

No dia 20/09: tivemos uma Oficina de Jornal comunitário foi realizada na Biblioteca Social Fábio Luz;

No dia 21/09: Dinâmica de Expressão corporal com o Mucambo de Aruanda;

E no dia 22/09: Oficinas de Serigrafia e bottons;

Todas essas atividades fortaleceram o espaço do pré-comunitário enquanto um local de reflexão e formação social. Questões políticas e sociais atravessaram todas essas atividades e reforçaram que um pré-comunitário não foi feito só pra passar para a universidade, mas também de construir uma outra proposta de educação popular que envolva professores/as e alunos/as, moradores, apoios e vizinhos!

Fortalecendo o nosso espaço comunitário, envolvendo a galera do pré e os outros grupos do CCS, vamos criando uma referência que todos/as nós juntos, podemos ir alterando nossa realidade!

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[Paraná] Dia histórico na Comunidade Portelinha. Mutirão de Saúde na ocupação.

Em 23 de setembro de 2017 aconteceu o primeiro mutirão de saúde promovido pela prefeitura de Curitiba na Comunidade Portelinha. Após mais de 10 anos de luta, dezenas de reuniões, manifestações e incontáveis esforços, as moradoras e moradores organizados conquistaram esta vitória.

Dezenas de atendimentos, consultas e testes foram feitos na própria comunidade. Palestras sobre métodos contraceptivos e saúde bucal também foram promovidas, dentro da Sede da Associação de Moradores. E ainda, transporte da prefeitura levou moradores e moradoras para fazerem tratamentos mais específicos e para vacinação no posto de saúde do bairro.

Teve também brincadeira para as crianças!

 

Viva a organização do povo!

Viva a Portelinha!

 

[Paraná] Luta pela Regularização na Portelinha avança!

Após 10 anos de muita luta e organização, a Comunidade Portelinha foi recebida por prefeito de Curitiba. Depois de muito suor, sangue, tragédias, reuniões, manifestações, mutirões, e muito mais, a comunidade deu mais um passo rumo à regularização da área.

Neste dia 24/08/2017, o prefeito Rafael Greca recebeu as reivindicações da comunidade. Estando presente a COHAB (responsável pela regularização fundiária) e várias secretarias do governo municipal, a Portelinha demandou novos cadastros, mapeamento atualizado e atitudes relacionadas à ação de reintegração de posse que atinge o local. Em um prazo de 30 dias, será feito planejamento adequado pela Prefeitura, COHAB, em conjunto com a associação de moradores, para que as devidas soluções sejam tomadas.

Além disso, foi possível a conquista de mutirão de saúde a ser realizado na própria comunidade e o início do Câmbio Verde, no final de setembro.

Viva a Organização do Povo!

Viva a Portelinha!

[Paraná] 28 de Abril, dia de luta contra a Reforma Trabalhista e da Previdência!

O dia 28 de abril de 2017 foi um grande dia de luta no Brasil: greve geral, manifestações de rua e outras mobilizações contra a Reforma Trabalhista e da Previdência. E o Movimento de Organização de Base (MOB) esteve presente nesta luta em vários estados: Paraná, Rio de Janeiro, Pará e São Paulo.

Declaramos todo o nosso apoio aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras que fizeram greve e se mobilizaram. Tanto as greves, como as manifestações de rua e bloqueios de rodovias são instrumentos fundamentais na luta do povo por seus direitos. Mesmo que partidos e organizações oportunistas tentem se apropriar das vitórias de nossa luta, a greve geral é instrumento do povo para garantir seus direitos!

No Paraná, estivemos presentes em grande manifestação em Curitiba, que contou com mais de 30 mil pessoas!

E para quem não está entendendo direito… O que são essas reformas?

Reforma Trabalhista

Algumas medidas desta reforma vão contra conquistas históricas do povo, como a jornada máxima de 44 horas semanais e a garantia do salário mínimo.

Objetivos da reforma:

  • Aumentar jornada de trabalho diária para 12 horas.
  • Diminuir salários.
  • Diminuir 13º, férias, intervalos e FGTS.
  • Aumentar contratações temporárias, ou seja, sem 13º, férias, FGTS para estas pessoas.

Reforma da Previdência

Esta medida impõe mudanças estruturais gravíssimas na previdência social do país. Só quem irá ficar fora dessa reforma são os militares, políticos e integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Objetivos da reforma:

  • Aumentar idade para se aposentar: 65 anos para homens e mulheres.
  • Precisar completar 49 anos de contribuição para obter aposentadoria integral.
  • Ter no mínimo 25 anos de contribuição para poder se aposentar.
  • Diminuir o reajuste de benefícios especiais para idosos e pessoas com deficiência que não têm renda. E ainda aumentar a idade mínima para 70 anos, no caso desses idosos.
  • Acabar com aposentadoria especial para professores e trabalhadores do campo.

Nota sobre o último ato contra a destruição da previdência! Repúdio às agressões e mentiras da CUT-RJ!

Dia 15 foi um dia muito importante para a classe trabalhadora. Diante os ataques a previdência e a aposentadoria, um grande ato foi marcado para o centro do Rio de Janeiro. Sabemos que diversos atos são marcados no Rio de Janeiro por forças de esquerda distintas e com divergências políticas das mais diversas, mas entendemos que neste momento, a tentativa de destruição da previdência é mais importante do que as divergências estratégicas e táticas que existem dentro da esquerda. Estas, evidentemente, precisam ser encaradas urgentemente e de modo muito franco. Já que para superarmos a atual conjuntura, de voraz ofensiva direitista, é essencial que entendamos como chegamos aqui e qual a relação do caminho tomado nos últimos anos com o fortalecimento dos setores reacionários. A luta contra a destruição da previdência é interesse de toda classe trabalhadora,e não é patrimônio de nenhum partido ou central sindical específica e, por conta disto, pode cumprir um papel extremamente importante para a rearticulação da esquerda. A proposta de destruição da previdência impulsionada pela direita golpista, assim como o restante do seu programa anti-povo, abrem uma oportunidade privilegiada para a realização do debate aberto, franco e fraterno dentro da esquerda a respeito das táticas e estratégias capazes de nos fornecer a linha política correta para derrotar a direita golpista e o seu programa anti-povo.

Sendo assim, diversos movimentos populares autônomos, organizações, estudantes secundaristas, universitários, professores e demais militantes participaram do ato do dia 15 para somar forças e barrar a destruição da previdência. É bom reforçar, que ao contrário da caracterização feita pela CUT, não havia ali, nenhum “fascista”, mas estudantes e trabalhadores organizados em sindicatos, movimentos populares territoriais, centros acadêmicos, pré-vestibulares comunitários e entidades organizativas diversas com real trabalho de base. Com fisionomia política própria, essas forças políticas formaram um setor na manifestação que caminhou de maneira unitária pela avenida Presidente Vargas com o ato, até a chegada na Central do Brasil. Ao chegar na Central, o carro de som das centrais sindicais (especialmente da CUT) estacionou na pista lateral direita e o bloco autônomo permaneceu parado ali. Num primeiro momento, houve um princípio de confusão com a Guarda Municipal e alguns manifestantes, mas que logo foi estancada e o ato tranquilizou-se.

Foi aí, então, que algo surpreendente e desprezível ocorreu. Alguns indivíduos à serviço da CUT saíram da pista onde estava estacionado o carro de som e correram até a pista onde estava o bloco autônomo e agrediram, gratuita e covardemente, professores, midiativistas e estudantes que gritavam palavras de ordem. A partir dessa agressão infundada, os militantes reagiram e expulsaram os capangas para o outro lado. Ainda que a CUT-RJ, em sua nota sobre o ato, não tenha assumido que esses agressores eram parte de seu movimento, quando esses indivíduos que compunham o bloco da CUT, passaram para o lado em que estava o bloco autônomo, o presidente da CUT pediu para que estes voltassem para o carro de som. Portanto, são inverídicas as informações que a CUT não tinha controle sobre esses agressores, pois assim que ordenou, esses “cães de guarda” retornaram ao seu canil.

Parte do bloco da CUT com soco inglês e bonés da central sindical fazendo apologia ao assassinato de black blocs.

Também nos estranha, a nota da CUT-RJ afirmar que distribuiu bonés da CUT para todos que pediram e que por isso não tem responsabilidade sobre ações de qualquer manifestante que utilizasse seus bonés e estava no seu bloco. O estranhamento cheira a deslavada mentira, quando os próprios agressores (todos vestindo bonés da CUT e com latas de cerveja na mão) utilizaram a rede social do facebook antes do início do ato para dizer que estavam ali trabalhando de segurança e,com grave incitação a violência, afirmaram em letras garrafais que “Os Black Blocs vão morrer”. Nas fotos (reiteramos, todos com bonés da CUT) também pode-se ver a presença de um soco inglês e comportamento semelhante ao de parte das torcidas organizadas. À partir da agressão de indivíduos do bloco da CUT-RJ se iniciou uma repressão da Guarda Municipal aos manifestantes que causou a crescente dispersão do ato.

Ao contrário da nota da CUT-RJ, que chama o bloco autônomo agredido de fascistas, não consideramos – apesar desse ato desprezível e covarde – a CUT-RJ uma organização fascista. Ainda que seja uma organização reformista, pelega e burocratizada e que frequentemente traia a luta dos trabalhadores por acordos eleitorais, sabemos que é uma organização composta de trabalhadores, mas dirigida por burocratas à partir de uma política de conciliação de classes. Sabemos, igualmente, que a luta contra a destruição da previdência só será vencida se houver uma resistência real, com manifestações que não sejam apenas numericamente expressivas, mas que atemorizem os detentores do capital e os políticos. Isso a CUT ainda não está disposta a fazer e pelo contrário, cumpriu um papel deprimente no ato do dia 15 ao reprimir a legítima revolta popular contra a absurda proposta de destruição da previdência; MENTE sobre o que ocorreu no último ato e não faz nenhuma auto-crítica sobre o espancamento  covarde comandado pela sua direção.

Agressores comemorando a agressão com bonés da CUT.

Não temos fetiche pelo enfrentamento como espetáculo político e tampouco acreditamos que o pacifismo seja um caminho efetivo. Criticamos qualquer ato espontaneísta como algo insuficiente para realizar a vitória de classe, mas saudamos a rebeldia popular como algo que não se pode capturar e que faz parte da luta real. A luta é de todas e todos. Não se pode crer que a ação da polícia será distinta se nos comportamos de modo ordeiro e pacífico. Diversas manifestações ao longo dos últimos anos foram massacradas pela polícia sem qualquer motivo explícito. A polícia não precisa de motivos para reprimir manifestantes, sua própria existência já justifica esse tipo de prática. O que nos causa mais estranhamento e horror é saber que a agressão sofrida por parte dos manifestantes tenha partido daqueles que se dizem, integrantes e defensores da classe trabalhadora.

Não aceitaremos nenhum ato de covardia daqueles que se dizem representantes da classe trabalhadora, mas agem como cães de guarda e policiais infiltrados. Que esse ato desprezível não se repita. O povo organizado não será reprimido nem por policiais nem por capangas sindicais degenerados.

 Movimento de Organização de Base – RJ (MOB-RJ)

[Rio de Janeiro] A luta contra a PEC-241 e os movimentos de base

Diante a conjuntura de crescente ataque aos direitos dos trabalhadores, o governo Temer (PMDB) enviou ao congresso a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 241, que vai na prática, congelar os recursos para a educação e a saúde por 20 anos. Sob a desculpa de “PEC de teto de gastos”, a PEC na verdade, precariza ainda mais os direitos sociais das/os de baixo, enquanto para os altos setores do judiciário e do legislativo, o governo Temer concede grandes aumentos de renda. Não há nenhuma alteração no limite dos gastos com a dívida pública, que sangra, quase metade do orçamento brasileiro, dando dinheiro para banqueiros, grandes acionistas e outros membros do cassino da especulação financeira. Enquanto pagam com juros os agiotas do sistema financeiro, o governo propõe limitar os investimentos em saúde e educação apenas à correção da inflação. Cabe reafirmar, que diversos cortes na educação, aconteceram no próprio governo petista (PT-PMDB), que seguiu grande parte da cartilha do adversário derrotado (PSDB) mas que agora, são aprofundados e radicalizados pelo governo PMDB-PSDB.

A PEC-241 também prevê que se o limite de gastos for desrespeitado pelo poder público, o salário mínimo não poderá ser ajustado. Enquanto isso, o judiciário, teve seu salário reajustado em 41,4% e 12% para o Ministério Público da União. Em nível estadual, o governo Pezão-Dornelles (PMDB) também promoveu um pacote de “maldades”. Além das milionárias isenções dadas a empresas capitalistas, encaminhou o desconto de 30% do salário dos servidores inativos (aposentados, afastados ou de licença), fim dos programas sociais, como aluguel social, aumento do Bilhete Único e extinção de secretarias. Ou seja, a crise estoura apenas nas/os de baixo, enquanto os/as de cima continuam com seus privilégios.

O que essas medidas como a PEC significam?

Essas medidas significam que não podemos ter nenhuma confiança nas mudanças realizadas no andar de cima. Toda mudança deve ser fruto da luta e do acúmulo de força social dos/as de baixo. Não é mudando o governo que iremos enfrentar os ataques a classe trabalhadora, mas é construindo instrumentos de luta e organização, que podemos massificar a resistência contra mais esse golpe nos direitos.

Os atos contra a PEC 241: reflexão necessária

Infelizmente, a capacidade de mobilização contra a PEC 241, ao menos no RJ, foi muito inferior ao que precisamos para derrotar esse infame projeto. Isso é fruto de vários fatores. Primeiro, há uma dificuldade da esquerda de modo para mobilizar os/as trabalhadores/as de maneira massiva. Esse não é um problema de um ou outro setor da esquerda, mas com algumas exceções, parte da crise geral que vivemos. Lembrando que a ascensão de governos de esquerda, vem sempre, acompanhada de burocratização e “pacificação” de movimentos que o sustentam. A burocratização dos movimentos, que fica mais explícita, quando centrais sindicais de porte nacional, conseguem mobilizar muito pouco (proporcionalmente ao seu tamanho).

Para piorar, parte desses movimentos (ex-governistas, petistas e próximos ao petismo) condena qualquer ato que extrapole a moderação republicana. Essa esquerda bem-comportada (ex-governistas e reformistas), atuou de maneira muito vergonhosa no último ato, agredindo manifestantes independentes e inclusive pedindo a polícia para expulsar o bloco independente. Repudiamos essa postura e vemos nela, uma tentativa de pacificar a resistência popular. Nenhum motivo ou divergência na luta justifica a delação policial ou agressão interna nos atos. Devemos sempre politizar a participação nas ruas e avançando na organização coletiva. Divergências devem ser tratadas na luta. Não derrotaremos a PEC 241 e os cortes nos direitos sem uma ampla força de diversos movimentos e organizações nas ruas e tampouco podemos vencer esse ataque com as velhas manifestações burocratizadas.

A necessidade de superar o espontaneísmo e o ativismo

Outra questão necessária é construirmos uma trabalho político firme e bem organizado. Não adianta reclamar da burocracia e dos atos esvaziados, se durante os outros dias do ano, grande parte da militância independente, permanece desorganizada, fragmentada ou atuando de maneira dispersa. Acreditamos que quem deseja construir movimentos autônomos e de base devem doar sua vida a um projeto de transformação radical da sociedade. Devemos dar o exemplo da sociedade que queremos construir!

Um ato é sempre o resultado de um trabalho político e de base feito nos anos anteriores. Se isso não é feito, continuamos com poucas possibilidades de disputar as ruas. Nesse sentido, saudamos as ocupações de escolas, universidades e a resistência popular nas ruas contra os ataques! É com ação direta, ocupações e luta nas bases e nas ruas que podemos derrotar esses cortes.

            Contra a PEC do apocalipse, Ocupa tudo!

            Quando xs de baixo se mexem, os de cima caem!

MOB-RJ           

 

[Paraná] Nota de solidariedade a Escola Nacional Florestan Fernandes do MST

No dia 04/11/2016 Policiais do GARRA invadiram sem mandado judicial a Escola Nacional Florestan Fernandes do MST em São Paulo na ação violenta batizada de “Operação Castra”. Na operação, policiais dispararam com armamento letal e proferiram ameaças de todas as ordens, inclusive de morte aos estudantes, professores e trabalhadores presentes. A cantora Guê Oliveira e o bibliotecário Ronaldo Valença, de 64 anos, foram presos e agredidos pela Polícia pelo argumento arbitrário de “desacato”.

A “Operação Castra” pretende criminalizar e prender militantes dos Acampamentos “Dom Tomás Balduíno” e “Herdeiros da Luta pela Terra”, militantes assentados da região central do Paraná. Segundo nota do MST, a operação já prendeu 6 lideranças do movimento e estão a caça de outros trabalhadores, sob diversas acusações, inclusive “organização criminosa”.

Nós do Movimento de Organização de Base – PR repudiamos a violência da Polícia e tentativa de criminalização dos movimentos sociais pelo Estado. Os ataques da Operação Castra não são imparciais e são apenas continuidade de vários outros ataques ao movimento. No dia 07 de abril deste ano, as famílias organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno já tinham sido vítimas de outra emboscada realizada pela Policia Militar e por seguranças contratados pela empresa Araupel – empresa madeireira que atua de forma criminosa em terra da União. Na emboscada, foram disparados mais de 120 tiros que assassinou Vilmar Bordim e Leomar Orback e deixou inúmeros feridos a bala. Até hoje, nenhum dos envolvidos foi criminalizado.

Frente a criminalização dos movimentos sociais, nos colocamos em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra para denunciar mais uma vez o papel violento do Estado e da Polícia nas terras assentadas para trabalhadores rurais assim como nas periferias e ocupações dos centros urbanos.

Lutar não é crime!
Lutar, construir Reforma Agrária Popular!
Lutar, criar poder Popular!

mst